Internacional

É oficial. Finlândia vai pedir adesão à NATO

2022-05-15 13:01:18 (UTC+01:00)

Informação foi dada em conferência de imprensa do presidente finlandês, esta manhã. Rússia e Putin já se mostraram incomodados com a eventual entrada do 'vizinho' na aliança atlântica.

A Finlândia vai mesmo avançar com um pedido de adesão à NATO, confirmou, em conferência de imprensa, o presidente Sauli Niinisto. De acordo com o chefe de Estado, a entrada na aliança atlântica vai "maximizar" a segurança do país.

"Este é um dia histórico. Uma nova era começou", assinalou, ao lado da primeira-ministra, Sanna Marin.

É expectável que o parlamento finlandês aprove esta decisão nos próximos dias. Depois desta aprovação, o pedido formal de adesão à NATO será submetido à sede deste organismo, em Bruxelas, sendo previsível que tal aconteça durante a próxima semana.

Rússia fala em "erro" e deixa aviso

Recorde-se que, este sábado, Niinistö, telefonou ao Presidente russo, Vladimir Putin, e o tema da conversa foi, na altura, iminente candidatura de adesão da Finlândia à NATO, intenção mal vista por Moscovo. "A conversa foi direta e decorreu sem contrariedades. Evitar as tensões foi o ponto considerado relevante", disse o chefe de Estado finlandês através de um comunicado à imprensa, citado pelo Notícias ao Minuto.

Posteriormente, Putin asseverou, de acordo com um comunicado do Kremlin, que o fim da neutralidade militar da Finlândia seria um "erro". "Vladimir Putin sublinhou que o fim da política tradicional de neutralidade militar seria um erro, já que não existe qualquer ameaça à segurança da Finlândia", podia ler-se.

Já na noite de ontem, a Rússia cortou o fornecimento de eletricidade à Finlândia, tal como tinha sido anunciado na sexta-feira pelo exportador.

Ainda de lembrar que, assim que Helsínquia anunciou os seus planos de adesão à NATO, na quinta-feira, Moscovo alertou que adotaria medidas "técnico-militares". A Rússia agora tem fronteira com os seguintes membros do bloco ocidental: Polónia, Noruega, Estónia, Letónia e Lituânia, além de uma fronteira marítima de 49 quilómetros com os Estados Unidos.