Internacional

Parlamento sul-africano elege chefe de Estado

2024-06-14 11:41:13 (UTC+01:00)

O Parlamento sul-africano elege, esta sexta-feira, na cidade do Cabo, o chefe de Estado da África do Sul, apesar de não estarem ainda concluídas as negociações para a formação do futuro Governo de Unidade Nacional.

Tudo indica que Cyril Ramaphosa vai ser confirmado para o segundo e último mandato, como presidente da África do Sul.

A eleição de Ramaphosa vai acontecer na primeira sessão do novo Parlamento, saído das eleições do passado dia 29 de Maio. Esta sexta-feira, primeiro, devem ser empossados os 400 deputados eleitos, não se sabendo ainda se os 58 representantes do Umkhontho WeSizwe vão ou não marcar presença.

Depois de empossados, os deputados elegem o Presidente e o vice-presidente do Parlamento. É nesta componente onde há uma série de especulações, com alguns a avançarem a possibilidade de o órgão legislativo ser dirigido por alguém que não seja do Congresso Nacional Africano.

De acordo com a lei sul-africana, depois de eleito, o Presidente da África do Sul toma posse num prazo máximo de cinco dias.

O secretariado do Parlamento já deu a conhecer que o futuro presidente da África do Sul vai ser empossado na quarta-feira da próxima semana, 19 de Junho, numa cerimónia a decorrer na cidade de Tswane, ou Pretória.

Para esta cerimónia deverão comparecer chefes de Estado e de governo dos quatro cantos do mundo, com destaque para os da SADC.

O Secretariado do Parlamento explicou ainda que amanhã sábado realiza-se a primeira sessão do Conselho Nacional de Províncias. Apesar deste órgão ser composto por 90 membros, na sessão de amanha serão empossados, a título simbólico, somente 54, sendo 6 por cada uma das nove províncias.

Ontem, à noite, o ANC concedeu uma conferencia de imprensa para dizer que falou com 17 partidos políticos, sobre o Governo de Unidade Nacional.

Ainda assim, o Secretario-Geral, Fikile Mbalula, afirmou que o ANC não esta ainda em condições de avançar conclusões dessas discussões.

Assegurou que todos os partidos concordam que qualquer que seja o modelo, o futuro governo deve colocar os interesses dos sul-africanos em primeiro lugar.