Internacional

Queda de avião na China, em março, terá sido "intencional"

2022-05-18 07:23:41 (UTC+01:00)

O acidente com um avião, na China, que matou 132 pessoas terá sido resultado de um ato intencional. O avião da companhia aérea China Eastern Airlines, que transportava 132 passageiros, caiu, em março, numa região montanhosa na cidade de Wuzhou, região de Guangxi.

Dados de voo do avião, conseguidos através da caixa negra do aparelho, indicam que alguém no cockpit agiu de forma a que o Boeing 737-800 sofresse uma queda "quase vertical", relata o Wall Street Journal.

Dados da caixa negra, recuperada no local do acidente, indicam que os controlos no cockpit conduziram o avião para o seu mergulho mortal.

"O avião fez o que lhe foi dito por alguém no cockpit", disse uma fonte próxima da investigação à publicação norte-americana, sublinhando que as autoridades chinesas não tinham alertado até agora sobre quaisquer problemas mecânicos ou de controlo do voo do aparelho.

De acordo com o diário, citado pela agência de notícias francesa AFP, as autoridades norte-americanas estão a virar as atenções para as ações de um piloto, com a possibilidade de uma terceira pessoa ter entrado na cabine.

O avião, que voava entre as cidades de Kunming (sudoeste) e Cantão (sudeste), despenhou-se na região de Guangxi no dia 21 de março, às 14:38 horas locais (07:38 em Lisboa), matando todas as pessoas a bordo (123 passageiros e nove membros da tripulação).

Segundo o portal de rastreio de voos FlightRadar24, o avião caiu verticalmente e desceu quase 8.000 metros em menos de três minutos.

A Administração da Aviação Civil da China, que está oficialmente encarregada da investigação, afirmou num comunicado no final de abril que ter elaborado um relatório preliminar sem fornecer detalhes sobre o que poderia ter causado o acidente.

Conforme exigido pelas regras internacionais da aviação, representantes do Gabinete de Segurança dos Transportes dos EUA estão a prestar assistência técnica.

Contactada hoje pela agência de notícias francesa AFP, a agência norte-americana disse que não ia fazer comentários a uma investigação liderada por outra autoridade.

Também a Boeing se recusou a comentar, argumentando que apenas a autoridade encarregada da investigação em curso pode comunicar o seu progresso.

No comunicado no final de abril, a Administração da Aviação Civil da China garantiu que as qualificações da tripulação e do pessoal de manutenção do avião estavam "em ordem", bem como o certificado de aeronavegabilidade do aparelho.

A China Eastern já tinha afirmado anteriormente que o piloto e os dois copilotos não estavam sob suspeita e as autoridades chinesas impuseram um controlo rigoroso das informações em torno do desastre.