Internacional

Zelensky eleito "Personalidade do Ano" pela revista Time

2022-12-08 07:28:35 (UTC+00:00)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky e "o espírito da Ucrânia" são a "Personalidade do Ano" pela Time, segundo o anunciado esta quarta-feira, cuja capa da revista foi também hoje revelada.

"Quer a batalha pela Ucrânia traga esperança ou medo, Volodymyr Zelensky galvanizou o mundo de uma maneira que não vemos há décadas", escreveu o editor-chefe da Time, Edward Felsenthal, para quem a escolha "nunca tinha sido tão clara".

"Para provar que a coragem pode ser tão contagiosa como o medo, para inspirar pessoas e nações a unirem-se em defesa da liberdade, para lembrar ao mundo a fragilidade da Democracia - e da paz -, Volodymyr Zelensky e o espírito da Ucrânia são a Personalidade do Ano da Time 2022", escreveu a revista sediada em Nova Iorque.

"Nas semanas que se seguiram ao início dos bombardeamentos russos de 24 de fevereiro, a sua decisão de não fugir de Kyiv, mas de ficar e de reunir apoio foi crucial", destaca a Time.

A revista sustenta ainda a escolha, sublinhando que "desde a sua primeira mensagem, de 40 segundos, no Instagram, no dia 25 de fevereiro, mostrando que o seu gabinete estava intacto e a funcionar - aos discursos diários proferidos remotamente em instituições como parlamentos, o Banco Mundial e os Grammy Awards, o Presidente da Ucrânia esteve em todo o lado".

Na mesma edição, a Time considerou "As mulheres do Irão" como "Heróis do Ano" e as sul-coreanas "Blackpink" como "Entertainer do Ano".

De lembrar que, em 2021, a revista elegeu Elon Musk, dono da Tesla, Twitter e SpaceX como "Personalidade do Ano".


Contudo, esta não é a primeira publicação a considerar o chefe de Estado ucraniano a "Personalidade do Ano". Na passada segunda-feira, o mesmo já o tinha feito o Financial Times. Esta publicação, recorde-se, comparou Zelensky ao antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, mas o presidente da Ucrânia asseverou ser "mais responsável do que corajoso".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.