Internacional

Zuma critica Tribunal Constitucional por o impedir de concorrer às eleições

2024-05-24 09:45:06 (UTC+01:00)

O antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, criticou, esta quinta-feira, o Tribunal Constitucional e os seus antigos aliados no Congresso Nacional Africano, partido no poder, por ter sido impedido de concorrer às eleições de 29 de Maio.

A reacção de Zuma, que garantiu que vai lutar pelos seus direitos "de uma forma disciplinada", foi feita numa mensagem de vídeo que disse ser dirigida ao povo da África do Sul, divulgada nas redes sociais seis dias antes da votação nacional, possivelmente decisiva.

O antigo líder, de 82 anos, deixou claro que continuaria a fazer campanha, com o seu novo partido político, contra o Congresso Nacional Africano (ANC), partido que liderou, no período que antecede as eleições da próxima quarta-feira, apesar de ter sido impedido de se candidatar ao parlamento seis anos depois de ter renunciado à Presidência, sob fortíssimas alegações de corrupção.

Zuma foi desqualificado, na segunda-feira, pelo Tribunal Constitucional, por causa de uma secção da Constituição que diz que qualquer pessoa que tenha sido condenada a uma pena de prisão de 12 meses ou mais, sem opção de multa, não pode candidatar-se ao parlamento até cinco anos após o cumprimento da pena.

O ex-Presidente foi condenado a 15 meses de prisão em 2021 por desacato, pelo mesmo tribunal, por se ter recusado a testemunhar num inquérito sobre corrupção.

Zuma apresentou-se como vítima de um sistema jurídico tendencioso e pediu ao povo sul-africano que "tome uma posição para corrigir os erros" no país.

No entanto, garante não se tratar de um apelo à agitação, uma vez que, sublinhou: "Quero paz. Quero igualdade. Quero liberdade".