Nacional

Antigos trabalhadores da Vale em protesto na mina de Moatize

2022-05-17 08:36:21 (UTC+01:00)

Centenas de trabalhadores da subsidiária da mineradora brasileira Vale, na província de Tete, centro de Moçambique estão, há uma semana, em greve, exigindo a clarificação da sua situação, segundo escreve a VOA.

A mina foi vendida, os patrões foram embora, e parte dos trabalhadores está à deriva.

Desde a semana passada, centenas de antigos empregados da subsidiária da brasileira Vale, na mina de carvão de Moatize, província central de Tete, passam o dia em protestos, para exigir esclarecimentos sobre o seu futuro.

Sem acesso ao interior da mina, é a entrada principal que se transformou no palco das suas reivindicações. Tudo, para que não sejam trespassados como mercadorias.

"A Vale tratou-nos como mercadorias. Estamos a ser entregues (ao novo patronato) como se fossemos objectos" disse um dos trabalhadores, em contacto telefónico com a VOA em Maputo.

Outro trabalhador disse que "o problema é que ninguém veio negociar nada connosco e nós estamos no direito de negociar se queremos ou não ficar com o novo patronato, e não sermos obrigados a fazer algo que não queremos".

"Sabemos que houve negociações com o Governo e estamos a sentir que estamos abandonados e ser tratados como se fossemos estrangeiros no nosso país," desabafou outro manifestante.

A venda dos activos da Vale foi concluído há sensivelmente um mês, com o aval do governo moçambicano, que espera obter receitas de mais valias dos 270 milhões de dólares que a mineradora brasileira encaixou.

Tentamos ouvir a posição do governo em torno do caso, tendo apenas recebido promessas de que o Ministério dos Recursos Minerais podia reagir oportunamente.