Nacional

DFI na Área 4 da bacia do Rovuma sofre um revés

2019-08-09 07:46:48 (UTC+01:00)

O consórcio liderado pela gigante norte-americana ExxonMobil, na Área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, adiou a tomada de Decisão Final de Investimento (DFI), alegando questões de segurança neste ponto do país.

MAPUTO- A DFI na Área 4, da bacia do Rovuma sofreu um revés. Quando tudo indicava para uma Decisão Final de Investimento, primeiro entre Janeiro e Março de 2019 e posteriormente Julho do mesmo ano, eis que os operadores desse bloco decidiram por recuar.

A insegurança que se regista em Cabo Delgado (ataques de insurgentes) é apontada como o factor que terá influenciado o recuo do consórcio liderado pela ExxonMobil, responsável pelas actividades de construção e operação das unidades de Gás Natural Liquefeito (GNL) e infra-estruturas relacionadas em terra, enquanto a italiana Eni, lidera as actividades de construção e operação das instalações de produção no mar, incluindo o projecto de fábrica flutuante de gás natural liquefeito (FLNG Coral Sul).

Entretanto, o revés na DFI neste depósito de gás do Rovuma, é desdramatizado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), firma estatal que detém 10% da área.

"São os vários fluxos de trabalho que tem a ver com a venda, financiamento. Não significa que tudo está parado. Apesar da FID (DFI, em português) não ter sido feita, o trabalho está acontecer. Entretanto, trata-se de uma forma de formalização apenas", argumentou Omar Mithá.

Sobre as alegações de insegurança em Cabo Delgado, o PCA da ENH reconheceu tratar-se de um factor crítico. "Já há um entendimento. O Governo está a trabalhar no sentido de acabar com essas incursões de malfeitores e não posso dar mais detalhes a este respeito", referiu.







Fonte:Jornal O País