Nacional

Gigajoule e Total assinam acordo para viabilização do projecto da Central Térmica de Beleluane

2019-11-28 08:15:18 (UTC+00:00)

A Gigajoule e a petrolífera-francesa Total assinaram ontem, um acordo que vai permitir a viabilização do projecto da Central Térmica de Beluluane, que resultará na entrada anual de cerca de um bilião de dólares em impostos no país.

MAPUTO- O acordo assinado esta quarta-feira entre a Gigajoule, operadora de infra-estruturas de gás natural na região da Africa Austral, e a petrolífera-francesa, é de desenvolvimento conjunto para a importação anual de 200 milhões de Toneladas Métricas de Gás Natural Liquefeito (LNG).

Os 200 milhões de Toneladas Métricas de Gás Natural Liquefeito (LNG), serão para o consumo e geração de energia eléctrica para o país e para a região Austral do continente africano, a partir da Central Térmica de Beluluane.

O Gás Natural Liquefeito que será fornecido pela petrolífera francesa Total, provirá de diferentes pontos do mundo, e será descarregado no Porto da Matola numa unidade flutuante de armazenamento e regaiseficação.

A partir do Porto da Matola será construído um gasoduto até à nova central de geração de energia eléctrica de 2000 Megawatts, localizada no parque industrial de beluluane e, através da infra-estrutura da Matola Gas Company (MGC), irá distribuir-se ao mercado da região Austral de África.

O custo total da central eléctrica de 2000 Megawatts, que será construída em fases de acordo com o crescimento das necessidades do mercado energético, será de cerca de 2.8 mil milhões de dólares, e a primeira fase irá arrancar com 500 Megawatts em meados de 2022.

"A maior importância é garantir que a indústria nacioanl tem gás para continuar a sobriviver, porque Temos uma serie de indústrias que estão ligadas ao gás, esse é o principal beneficio. O segundo beneficio é realmente garantir que este projecto da Central Térmica de Beluluane arranque, ou seja é um projecto grande de até 2000 Megawatts mas vai começar na primeira fase com 500 Megawatts e não havia gás para isso", revelou Bruno Morgado, administrador Delegado da Matola Gas Company (MGC).

Segundo Bruno Morgado, a disponibilidade daquela nova infra-estrutura irá estimular o crescimento económico de Mocambique e da região Austral do continente africano.

"Isso vai permitir uma entrada anual de cerca de um bilião de dólares em impostos para o país, é muito dinheiro, então também tens esse lado bom, criar emprego e todas outras vantagens aliadas ao projecto", disse Morgado.

O administrador Delegado da Matola Gas Company (MGC), revelou que este é o maior projecto de gás que vai transformar Moçambique como o principal fornecedor de gás para toda região da Austral de África. "Moçambique vai se tornar no fornecedor não só de gás como de energia eléctrica, e portanto vamos chegar a dimensão da Sasol, já é um projecto mesmo nosso".

Morgado disse ainda que a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Electrecidade de Moçambique (EDM), são os outros parceiros do projecto. [FM]