Nacional

Governo volta a pedir que Chang seja entregue à Justiça moçambicana

2020-05-06 13:02:08 (UTC+01:00)

O Governo voltou a pedir ao ministro da Justiça sul-africano o repatriamento do ex-governante Manuel Chang, dias depois de anunciar que abdicava dos recursos judiciais na África do Sul.

MAPUTO- A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou em Fevereiro que “a retirada dos dois recursos concorra para acelerar o desfecho do caso e que os fundamentos adicionais apresentados, pelos canais apropriados, apoiem o ministro da Justiça sul-africano na reanálise do pedido” de extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang.

Todavia, em documento de 17 de Fevereiro, a que a Lusa teve acesso, enviado ao ministro da Justiça da África do Sul, Ronald Lamola, a PGR volta a pedir a extradição do ex-governante, afirmando que “Moçambique tem provas suficientes para condenar Manuel Chang e os seus co-acusados”, que lista como sendo no total 20 pessoas.

"Chang é figura central nos dois casos pelos quais é acusado. O gabinete da procuradora-geral anexou os fundos de Chang no valor de sete milhões de dólares. Portanto, as perspectivas de se recuperar o dinheiro desviado e/ou roubado são muito elevadas", afirma o vice-procurador-geral Alberto Paulo.

O procurador defende que o antigo ministro das Finanças no mandato do Presidente Armando Guebuza "é a chave" para a condenação dos seus co-acusados no caso das "dívidas ocultas".

"Moçambique acredita que a perspectiva de sucesso de condenar Chang e os seus coacusados é elevada, especialmente se Chang for a tribunal em Moçambique", lê-se no pedido da PGR.

O Governo moçambicano confirma na recente submissão a Pretória que Manuel Chang não foi até à data formalmente acusado em Moçambique.

"Devido ao facto de o Sr. Chang estar detido na África do Sul e à necessidade de prosseguir com o caso dos seus co-conspiradores, o caso do Sr. Chang foi separado e recebeu o número de processo 536/11/P/2019. Este é um caso pendente, aguardando a acusação formal do Sr. Chang", refere o documento da PGR.






Fonte:Jornal Notícias