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Lutero Simango diz que a morte de Nhongo não garante o fim da violência em Moçambique

2021-10-12 09:02:13 (UTC+01:00)

O líder da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, disse ontem que a morte do guerrilheiro dissidente Mariano Nhongo não significa, só por si, o fim da violência armada no centro do país.

"Devemos todos encontrar as razões que originam estes conflitos para que sejam resolvidos. A solução não é eliminar este ou aquele", referiu Simango a agência Lusa, sob pena de o conflito em causa reaparecer.

"Nós não podemos desprezar mortos, as mortes constantes não são celebradas, temos de encontrar a janela para solucionar as diferenças", disse o deputado, acrescentando que "a morte de Nhongo não significa o fim do conflito armado" no centro do país.

Lutero Simango considerou que enquanto não forem resolvidas "as causas e as razões que provocam estes ciclos de violência", não se estará a "cultivar um ambiente de paz permanente".

O líder parlamentar do terceiro maior partido do país e um dos candidatos à liderança da força política nas eleições marcadas para dezembro referiu que Nhongo podia ter usado a "janela" de que dispôs "para dialogar e encontrar uma solução pacífica" para as divergências com o Estado moçambicano.

O deputado sublinhou que, agora, é preciso dar atenção aos seus seguidores.

"Agora é preciso que os seguidores de Nhongo não sejam alvo de violência. É preciso sempre envolvê-los numa solução pacífica e enquadrá-los no processo de desmobilização", concluiu.