Nacional

Polícia

Marcelino Vilankulo estava ciente do risco que corria

2016-04-15 08:42:00 (UTC+01:00)

"Nós vamos morrer assim: crivados de balas e em plena via pública, nas nossas viaturas", declarou Amélia Machava, citando uma conversa de Marcelino Vilankulo, pouco tempo antes do seu assassinato.

MAPUTO-Falando durante a cerimónia fúnebre do magistrado, em Maputo, Amélia Machava, procuradora-chefe da Cidade de Maputo, afirmou que Marcelino Vilankulo sabia que podia sofrer um atentado, citando a conversa acima em que o procurador alertara para os riscos que correm os profissionais da justiça.

A imprensa moçambicana tem associado o assassínio do magistrado às investigações em torno dos raptos que estavam ao seu cargo e em que supostamente está envolvido Danish Satar, sobrinho de Nini Satar, que está em liberdade condicional após ter cumprido pena por participação no homicídio, em 2000, do jornalista Carlos Cardoso.

O porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique, Inácio Dina, disse por sua vez à Lusa que Marcelino Vilankulo, com uma carreira de mais de dez anos como magistrado, já esteve envolvido em vários casos, mas reiterou que é precipitado associar o assassínio do procurador a casos de raptos em Moçambique. [FI]