Nacional

Nini Satar reage ao assassinato do procurador Marcelino Vilanculos

2016-04-12 10:30:43 (UTC+01:00)

O texto que se segue foi extraído no mural do facebook de Momade Assife Abdul Satar (Nini Satar) em reacção a associação do seu sobrinho ao assassinato do procurador Vilanculos. (na integra)

Eram cerca de oito da noite de ontem, horas donde me encontro, quando recebi a triste notícia do assassinato do Procurador Marcelino Vilanculos. Em vida o conheci e posso dizer que era uma boa pessoa.

Volvidos trinta minutos depois de receber a triste notícia, começou a circular nos WhatsApp e noutras redes sociais que o Procurador Marcelino Vilanculos é que estava com o processo de Danish Satar, sobrinho de Nini Satar.

Hoje, terça-feira, o jornal “notícias” na sua primeira página escreve sobre a morte do Procurador e diz que “o malogrado tinha em mãos o processo relacionado com o caso de raptos envolvendo Danish Satar, sobrinho de Nini Satar (…). ”

Será que o Procurador Marcelino Vilanculos só tinha um único processo, o de Danish Satar?

Será que em vida não chegou a ter em mãos outros processos além do de Danish Satar?

Com a morte de quem quer que seja (juiz ou procurador), o processo nunca pára. Os colegas de imediato dão continuidade ao processo. Não há nenhuma lógica para alguns mal intencionados associarem o nome de Danish com a morte de Marcelino Vilanculos. A morte deste não vai extinguir o processo. O que está lá escrito vai continuar lá.

Que eu saiba, ele era Procurador já fazia tanto tempo, de tal sorte que já havia feito acusações de dezenas de processos relacionados com burlas, assassinatos, roubo de viaturas, raptos e tantos outros crimes.

Que eu saiba, nas cadeias moçambicanas existem cerca de cem pessoas presas, ou mais, cujos processos quem tramitou foi o Procurador Marcelino Vilanculos, ora assassinado. E esta coisa, que até já virou mania de alguns jornais, de sempre relacionar Danish Satar com Nini Satar é só para vender o jornal?

Que eu saiba, até hoje, terça-feira, o meu sobrinho Danish Satar ainda não recebeu nenhuma acusação sobre qualquer crime que possa ter cometido. Em Moçambique, o prazo de prisão preventiva é de 90 dias. Danish está há mais de 90 dias detido preventivamente sem nenhuma acusação.

Num verdadeiro Estado de Direito, Danish Satar já teria sido solto incondicionalmente.

Os meus sentimentos à família do malogrado. Deus fará justiça aos que lhe tiraram a vida.

PS: É já do domínio público que o jornal “Canal de Moçambique” só faz uma tiragem de dois mil exemplares semanalmente. Com o assassinato do Procurador Marcelino Vilanculos, de certeza que amanhã, quarta-feira, o jornal vai ter uma tiragem de 20 mil exemplares. Vai escrever mentiras só para facturar às custas de Nini Satar. Isto é o que se chama de pobreza intelectual. Ademais, se o “Canal de Moçambique” estivesse sempre a escrever verdades sobre os assassinatos que acontecem em Moçambique, creio eu que dispensar-se-ia a polícia porque o jornal soluciona mais rápido os crimes e a polícia não.

Nini Satar