Nacional

Preço de combustível sobe entre 7% e 22% a partir de hoje

2021-10-21 07:36:08 (UTC+01:00)

Os preços dos produtos petrolíferos em Moçambique vão subir entre 7% a 22% a partir desta quinta-feira, refletindo a subida do preço do barril de crude, anunciou ontem a Autoridade Reguladora de Energia (Arene).

O último ajustamento de preços tinha ocorrido há quase um ano, em novembro de 2020 e na altura os preços tinham descido.

Agora, o gás de cozinha é o que sofre a maior subida, de 22%, passando de 58,18 para 71,02 meticais por quilo (de 76 para 92 cêntimos de euro por quilo).

A gasolina sobe 10% de 62,5 para 69,04 meticais por litro (de 81 para 90 cêntimos de euro por litro), enquanto o gasóleo aumenta 7%, de 57,45 para 61,71 meticais por litro (de 75 para 80 cêntimos de euro por litro) - é o produto com o menor aumento.

O petróleo de iluminação sobe quase 11%, de 43,24 para 47,95 meticais por litro (de 56 para 62 cêntimos por litro).

O gás natural veicular sobe quase 9% de 30 para 32,69 meticais por litro (de 39 para 42 cêntimos de euro por litro).

Os produtos petrolíferos à venda em Moçambique são importados por via marítima em cargueiros especiais, através de um processo centralizado por lei numa única entidade pública, a Imopetro, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país.

Depois, compete à Arene determinar o preços de venda ao público a praticar em todo território moçambicano de acordo com cálculos estabelecidos na lei.

Os preços anunciados podem ser mais altos nos postos fora das circunscrições territoriais de cidades com terminais de distribuição (Matola, Beira, Nacala e Pemba), uma vez que a lei prevê que possa haver um acréscimo relativo aos custos de transporte para esses postos.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 0,89%, para os 85,84 dólares.

A pressão para a subida dos preços do crude mantém-se, devido à perspetiva de alguns produtores de petróleo não aumentarem a sua produção ao mesmo ritmo da procura, impulsionada pela reanimação económica pós-pandemia e a chegada do frio ao hemisfério norte.