Nacional

Presidente da Frelimo apela foco na resolução dos problemas do país

2022-09-23 15:51:12 (UTC+01:00)

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, apelou, hoje na abertura do 12.º Congresso da agremiação, que os debates se afastem da "agenda" de divisão e se foquem em resolver os problemas do país.

"... apelamos a todos para conduzirmos os debates dentro da nossa agenda, a que nos une, não na agenda que nos pode dividir", afirmou Nyusi.

Na quarta-feira, a Comissão Política da Frelimo repreendeu, em comunicado, o militante Castigo Langa por ter levantado um ponto fora da agenda aprovada na última reunião do comité central, ao pedir a Nyusi para não tentar um terceiro mandato à frente do país.

Hoje, logo a abrir os trabalhos, o Presidente do partido disse esperar que os cerca de 1.500 delegados se centrem nos problemas do quotidiano dos moçambicanos.

O custo de vida, o combate ao terrorismo e o impacto das mudanças climáticas são alguns dos temas arrolados numa lista destacada pelo líder do partido, que pediu "respostas à sociedade que hoje parou para nos ouvir", numa alusão à transmissão em direto por várias televisões e à representação de todas as províncias entre os delegados.

Do lado do Governo, referiu que, a nova Tabela Salarial Única da função pública, que eleva o salário mínimo, está pronta para avançar, mal seja aprovada pelo parlamento.

Além disso, a constam da lista de temas a "sustentabilidade do partido" e a "necessidade de rejuvenescimento" daquela força política.

Filipe Nyusi apelou novamente à reflexão sobre a viabilidade de começar a fazer eleições distritais em 2024, tal como definido no âmbito dos entendimentos com a Resistência Nacional Moçambicana -Renamo- que levaram ao acordo de paz de 2019.

Não se trata de receio da Frelimo em ir a votos, mas de uma constatação de quem tem experiência no terreno de que o processo de descentralização merece mais aprofundamento, reiterou o Presidente do partido "do batuque e da maçaroca."

Fez menção, também, às relações especiais com a vizinha Tanzânia e aos laços forjados na luta moçambicana pela independência, face ao colonialismo português, numa sessão que contou com a presença da Presidente tanzaniana, Samia Suluhu, como convidada de honra.