Nacional

Quarenta pessoas constituídas arguidos por lavagem de dinheiro

2024-05-30 10:11:46 (UTC+01:00)

Quarenta pessoas, entre moçambicanos, estrangeiros e 15 empresas, foram constituídas arguidos, suspeitos de prática dos crimes de branqueamento de capitais, falsificação de documentos, fraude fiscal, abuso de confiança fiscal e associação criminosa.

O processo surge no âmbito das acções de prevenção e combate ao crime de branqueamento de capitais movido pelo Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional, uma unidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme escreve o Jornal Notícias.

No caso deste processo, registado sob o número 3/GCCCOT/2022, foi levada a cabo a operação “Stop Branqueamento de Capitais”, que consistiu na realização de buscas em residências e estabelecimentos comerciais pertencentes aos arguidos, nas cidades de Nampula, Nacala, Matola e Maputo. Na mesma operação, foram apreendidos diversos documentos e equipamentos que estão a ser objecto de investigação.

A PGR explica que o “modus operandi dos arguidos” traduzia-se na criação de empresas de fachada que as usavam como veículo de exportação de capitais, cuja origem é ilícita e, em alguns casos, desconhecida.

A título de exemplo, conforme refere, entre os anos 2019 a 2023, os arguidos exportaram, ilegalmente, cerca de 330 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 21 mil milhões de meticais.

Para lograrem os seus intentos, em colaboração com alguns despachantes aduaneiros e certos colaboradores dos bancos, falsificam os termos de intermediação bancária e os processos de desembaraço aduaneiro que as usam para exportação de capitais, sob pretexto de importação de mercadorias de diversos países, principalmente os considerados paraísos fiscais.
















Foto e Fonte:Jornal Notícias